Não nos parece que tal esteja a acontecer e podemos dar um bom exemplo a partir da Universidade do Minho. Talvez as pessoas não saibam que no Campus de Gualtar há mais de 1.800 lugares de estacionamento e eles não são suficientes para acolher, em tempo de aulas, todos os automóveis que procuram os diversos parques nele existentes, ocupando mais de vinte hectares.
O autocarro é muito mais barato, mas é uma viagem incómoda a vários títulos. Na hora de ponta muitas pessoas têm de ir de pé. Por sua vez, o piso das ruas e avenidas é muito mau e isso sente-se bem na trepidação do autocarro e quando chega a Gualtar ele não entra no campus. Quem quer ir para uma das escolas ou outros edifícios tem de andar a pé (ao sol ou à chuva) durante quase tanto tempo como demorou a viagem desde a estação.
O exemplo do Campus de Gualtar é apenas um e a circulação de pessoas dentro da cidade deveria ser igualmente incentivada, desde logo nos acessos a lugares de muita procura, adaptando-se o que acima dissemos às particularidades desses lugares. Depois, o acesso a parques de estacionamento privado deveria ser desincentivado através de preços superiores para quem não provasse que a utilização do transporte privado era necessária ou recomendada. Este problema deveria estar na agenda do município. Provavelmente está, mas julgo que não há a divulgação devida. Tentaremos procurar mais informação.
Muito mais haveria a dizer sobre este tema e a ele tenciono voltar.
(Em Diário do Minho, 16/04/26 – o artigo pode ainda ser lido no blogue dedicado à universidade)