O Centro de Informação Urbana do Município de Lisboa (CIUL), com a área de 1.200 m2, é um "espaço de diálogo e reflexão multidisciplinar sobre questões urbanas" que trabalha em parceria com a "comunidade académica e científica". Lá, estavam jovens a estudar e a escrever e, no piso superior, estava exposta uma grande maquete da cidade de Lisboa. Este piso tem ainda um auditório de 80 lugares.
Ao lado do CIUL está uma das duas delegações da freguesia de Avenidas Novas, que é também um bom espaço, ainda que mais pequeno, o qual tem atendimento e um gabinete de enfermagem e inclui ainda a sede da universidade sénior da freguesia. Esta desenvolve mais de 30 actividades que vão desde o ensino de línguas ao cante alentejano, passando ainda pelo teatro, literatura portuguesa, história das religiões, cavaquinhos, tapetes de Arraiolos, etc., etc.. Tem mais de 100 alunos, mas não terminam aqui os espaços públicos e, mesmo ao lado, existe o CES Lisboa, que é uma extensão do Centro de Estudos Sociais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, em contínua actividade e coordenado pelo Doutor Manuel Carvalho da Silva, demonstrando bem a vitalidade desta estrutura da Universidade de Coimbra. Espaços públicos muito diferenciados, mas que enriquecem uma cidade. Fico contente por Lisboa ter estas e muitas coisas mais, mas já não fico tanto ao verificar que há uma fortíssima concentração de bens de serviços públicos na capital, quando deveríamos ter uma maior distribuição destes por todo o país.
(Em Diário do Minho)