Realizam-se
este ano, entre 22 de Setembro e 14 de
Outubro de 2025, as eleições locais gerais para municípios e freguesias e que
são conhecidas correntemente como eleições autárquicas.
Como
se vê, desde já, os meios de comunicação social dão muito mais atenção às
eleições para Presidente da República que se deverão realizar em 25 de Janeiro
de 2026. Há aqui uma sobreposição que vai fazer diminuir a atenção devida às
eleições locais o que não é bom, pois estas eleições são do maior interesse
para o bom governo de municípios e freguesias.
Para
este bom governo é melhor dar maior atenção às pessoas que aos partidos e, de entre as pessoas não só aos cabeças de
lista mas à equipa e ao programa que apresentam. Se os partidos tradicionais
não apresentarem boas listas não se estranhe que surjam resultados estranhos.
Desempenham
aqui um papel da maior importância as cidadãs e os cidadãos que prezam a
democracia entendida como um regime baseado na dignidade da pessoa humana e que
procura o bem comum. Cidadãos e cidadãs de gerações novas mas sem menosprezar
os que já têm da Vida muita sabedoria.
Estamos
a viver tempos muito confusos em que vemos subir a lugares cimeiros de importantes
países pessoas que não gostaríamos de ver sequer, desde logo por falta da
necessária dignidade, à frente de um nosso município ou freguesia. É nestas circunstâncias que é dever agir, por
parte de todos os que se reveem na democracia e a sabem distinguir de regimes
ditatoriais ou autoritários .
Essa acção
muito antes de se exprimir no voto deve
passar também pela disposição para participar em listas de candidatos que
defendam os direitos fundamentais das pessoas. Essa participação tanto pode ocorrer
nos lugares cimeiros das listas como noutros menos exigentes, mas também
importantes, porque faz falta neles a
voz sensata de pessoas que lutam por uma sociedade melhor para todos e porque não
devem ser preenchidos por quem não tem qualidades para tal.
Se os partidos
democraticos tradicionais não se aproximam dessas pessoas, procurando
integrá-las nas suas listas, então será bom que se formem listas de grupos de
cidadãos independentes (e não de
ressabiados por não serem candidatos cimeiros pelo seu partido) que tragam
novidades e possibilitem uma boa escolha. Aqui é preciso apelar especialmente à gente nova. Não fiquemos
indiferentes perante as eleições que se avizinham.
PS – Tutti Frutti – A democracia precisa de partidos fortes. Mas os partidos podem dar cabo da democracia. Os dois maiores partidos portugueses ( e os restantes) precisam de ser exemplos de democracia. A meu ver, não são. Tentarei, oportunamente, fundamentar esta afirmação.
(DM-6-2-25)