quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Eleições Locais: a Importância das Candidaturas


               Realizam-se este ano,  entre 22 de Setembro e 14 de Outubro de 2025, as eleições locais gerais para municípios e freguesias e que são conhecidas correntemente como eleições autárquicas.

               Como se vê, desde já, os meios de comunicação social dão muito mais atenção às eleições para Presidente da República que se deverão realizar em 25 de Janeiro de 2026. Há aqui uma sobreposição que vai fazer diminuir a atenção devida às eleições locais o que não é bom, pois estas eleições são do maior interesse para o bom governo de municípios e freguesias.

               Para este bom governo é melhor dar maior atenção às pessoas que aos partidos e,  de entre as pessoas não só aos cabeças de lista mas à equipa e ao programa que apresentam. Se os partidos tradicionais não apresentarem boas listas não se estranhe que surjam resultados estranhos.

               Desempenham aqui um papel da maior importância as cidadãs e os cidadãos que prezam a democracia entendida como um regime baseado na dignidade da pessoa humana e que procura o bem comum. Cidadãos e cidadãs de gerações novas mas sem menosprezar os que já têm da Vida muita sabedoria.

               Estamos a viver tempos muito confusos em que vemos subir a lugares cimeiros de importantes países pessoas que não gostaríamos de ver sequer, desde logo por falta da necessária dignidade, à frente de um nosso município ou  freguesia.  É nestas circunstâncias que é dever agir, por parte de todos os que se reveem na democracia e a sabem distinguir de regimes ditatoriais ou autoritários .

Essa acção muito  antes de se exprimir no voto deve passar também pela disposição para participar em listas de candidatos que defendam os direitos fundamentais das pessoas. Essa participação tanto pode ocorrer nos lugares cimeiros das listas como noutros menos exigentes, mas também importantes, porque faz falta neles  a voz sensata de pessoas que lutam por uma sociedade melhor para todos e porque não devem ser preenchidos por quem não tem qualidades para tal.

Se os partidos democraticos tradicionais não se aproximam dessas pessoas, procurando integrá-las nas suas listas, então será bom que se formem listas de grupos de cidadãos independentes  (e não de ressabiados por não serem candidatos cimeiros pelo seu partido) que tragam novidades e possibilitem uma boa escolha. Aqui é preciso apelar  especialmente à gente nova. Não fiquemos indiferentes perante as eleições que se avizinham.

PS – Tutti Frutti – A democracia precisa de partidos fortes. Mas os partidos podem dar cabo da democracia. Os dois maiores partidos portugueses ( e os restantes)  precisam de ser exemplos de democracia. A meu ver, não são. Tentarei, oportunamente, fundamentar esta afirmação.

(DM-6-2-25)